Jun
9

O Dia do Técnico

Nos passados dias 22 e 23 de Maio ocorreu a primeira edição do Dia do Técnico.

O evento inseriu-se no âmbito das comemorações do nosso quase centenário IST, e teve como elemento central a cerimónia de entrega de diplomas aos finalistas do ano lectivo de 2008/2009. Como ex-aluno do MERC, foi com enorme prazer que compareci.

Tal como acontece relativamente a tudo o que é novo, tive alguma dificuldade em equilibrar expectativas. Por um lado, tratava-se de celebrar a instituição e alma mater (Dia do IST). Por outro, pretendia-se marcar e festejar o feito pessoal dos ex-alunos (Cerimónia de Graduação). Cheguei a temer que este duplo propósito, institucional e pessoal, por requerer dois focos distintos (IST e alunos), pudesse destruir a coerência do evento. Ingenuidade. Tinha-me esquecido daquilo que mais profundamente absorvi nos meus anos de cativeiro: não são dois focos, mas um só: o IST e os seus alunos são uma e a mesma coisa.

A tarde começou com os discursos do Presidente do IST, Prof. Doutor António Cruz Serra, da Vice-Presidente do IST para o TagusPark, Prof. Doutora Teresa Vazão, e de um ex-aluno de MEIC, Eng. Ricardo Lapão.
Devo confessar que fiquei chocado. Como todos sabemos, os discursos em sessões solenes são supostos ser enfadonhos, compridos, recursivos e de valor acrescentado nulo. Não estava preparado para o que aconteceu: discursos substantivos, concisos, sinceros e humanos? Inspiradores, para mais?! Vade retro! Não devia ter acontecido! Foi um perigoso precedente que se estabeleceu para o futuro. De agora em diante, pode mesmo acontecer que as pessoas comecem a exigir que os discursos oficiais passem a ser interessantes. Que sucederá então às instituições?

Numa segunda fase da cerimónia, procedeu-se à entrega dos diplomas a todos os finalistas dos mestrados de MERC, MEIC, MEEC e MEGI. Esta entrega encontra-se documentada fotograficamente no website do Técnico (de referir, en passant, as enormes qualidades estéticas e artísticas de uma das fotografias: http://bit.ly/dksN0h).

O momento lúdico que se seguiu foi abrilhantado pela actuação das “Três Tunas” (uma aliteração aqui e ali fica sempre bem num texto). Pessoalmente, gostei mais da tuna feminina, mas isso são gostos pessoais, que não vêm aqui ao caso. O facto é que todas elas cantaram e saltaram até eu próprio me sentir estafado, mas feliz.

Seguiu-se depois um Porto de Honra. Para além do claro interesse e utilidade de que se reveste sempre a existência de comida e bebida gratuita, foi um dos momentos altos do dia, pela oportunidade de falar com muitos dos Professores que marcaram a nossa passagem (permanência é por vezes, um termo mais apropriado) pelo IST. Notei um interesse genuíno em saber aquilo que era a vida de um ex-aluno do IST, e em falar do futuro, planos e ambições. Aquele espaço de tempo, ainda que curto, veio confirmar aquilo que todos sabíamos já: muitas das relações entre professores e alunos são já verdadeiras amizades.

Em retrospectiva, e se tivesse que resumir numa frase aquilo a que assistimos, a frase seria: um reencontro entre amigos, uma passagem de testemunho, e uma confraternização entre colegas.
Foi uma estreia auspiciosa para um evento que espero se venha a repetir sempre, ano após ano, com o mesmo sentimento de comunhão e espírito de equipa que senti, neste dia e nos anos que o precederam.

Diogo Mónica

IMG_1302_grupo por Instituto Superior Técnico.

Post comment

Subscribe

Categorias

Videos mais vistos